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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Bingo Global


Segundo Luiz Gonzaga Belluzzo

Luiz Gonzaga Belluzzo é economista e professor, consultor editorial de CartaCapital, no primeiro trimestre de 2007 o estoque total de endividamento do setor não financeiro nos Estados Unidos chegou a mais de 35 trilhões de dólares, ou seja, mais do que o dobro do PIB. Esta cifra inclui, além do endividamento privado – sobretudo as famílias –, o débito público total, federal, estadual e municipal e o passivo financeiro das agências públicas encarregadas de bancar o financiamento da aquisição da casa própria. Mais impressionante foi o crescimento da dívida intrafinanceira: às vésperas da crise, o endividamento entre as instituições financeiras chegou a 120% do PIB, fruto das imprudências da alavancagem e da criatividade das inovações engendradas pelos gênios da finança.



Banda cambial I – O banco Marka ficou insolvente porque apostou na <> em 1999.
Banda IOF – De 1% a 25%. Ponto de inflexão.
Banda Cambial II – Há um excesso de dólar vendido no mercado futuro, o que leva à <>.
Banda do Bingo I – Fundos de pensão nos Eua, Grã Bretanha, Australia, Holanda e Suiça já tem ativos superior a 100% – cem – do PIB, os novos donos das empresas, dividas e do mundo.
Banda do Bindo II – No Brasil o foco é colocar a previdencia publica para escanteio e os FP saltarem dos 17 para 40% do pib. Mais dinheiro para apostar e <> dos dividendos de aposentadoria.
Banda do Bingo III – US$750 tri em derivativos contra US$65 tri de PIB global com < > todo mundo ralando o ano inteiro. Impossivel pagar qualquer divida. Impossivel remunerar o capital.
Banda 2014 – Se o IOF do Mantega for para a economia real/social, beleza. Ele é o novo presidente. Se não, vai voar – de novo – cacos de ministro e ancora cambial.

Saberemos se o ministro das finanças do PT pode ser melhor que o do PSDB.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

ultima fronteira agricola

Frente Parlamentar de Apoio ao Executivo e Profissional Experiente Pós 40 anos

- Data: 26 de agosto de 2011 - sexta-feira
- Horário: 19 às 22h
- Local: Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Auditório - Franco Montoro
Av. Pedro Álvares Cabral, Sala 201 - Ibirapuera
Anexo - Andar Monumental
São Paulo - SP

E daí? O que podemos tirar de bom disto?

Nos últimos 5 anos, enquanto os bancos de todo o mundo e de Wall Street foram implodindo, enquanto cerca de US$ 40 - US$50 trilhões de capital foi sendo destruída nos mercados de ações globais, um mercado financeiro continuou a crescer. Esse mercado é o mercado de derivativos financeiros.

Derivativos ---> Futuro---> Aposentadoria.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou dia 27, duas novas medidas na área cambial para evitar movimentos especulativos no mercado de derivativos, de forma a conter a queda dólar e evitar a sobrevalorização do real.

Com a MP 539/11 e do decreto 7.536/11, publicados no DOU, as instituições financeiras que tiverem posição vendida de dólar no mercado futuro maior do que a comprada pagarão 1% de IOF sobre a margem excedente, ou seja, sobre o valor de face da operação. Esse percentual poderá chegar a até 25%, a critério do governo.

"Se a instituição comprou US$ 500 milhões e vendeu US$ 1,5 bilhão, a taxação do IOF será sobre R$ 1 bilhão, que é a diferença. Ela está numa posição vendida adicional", disse como exemplo.

Segundo o ministro, a medida está sendo adotada em função do excesso de dólar vendido no mercado futuro - cerca de US$ 24 bilhões - que gera movimentos especulativos e, consequentemente, impacto no câmbio. "[Os especuladores] estão apostando que o dólar vai se desvalorizar ou que o real vai se valorizar e eles ganham quando isso acontece. É como se você exercesse uma pressão vendedora", apontou.

Ok. Legal.

Todo governo é multiciplinar por excelência mas o mercado de derivativos impacta todo o tecido social, logo as demais cadeiras do Governo Dilma - hoje vazias em favor da fazenda/finanças - devem puxar a sardinha para sua brasa e taxar o mercado de derivativos para TODAS as operações de derivativos, e não apenas câmbio. Com isso direcionar as sardinhas para todas as brasas, móra. Incluindo, claro, um percentual para a seguridade social para diminuir, não aumentar, a idade de aposentadoria, por um motivo bem simples. Ócio criativo.

Para onde vai a taxação do mercado de derivativos hoje?

Quanto que a previdencia precisa para assegurar a redução da taxa de aposentadoria?
A partir desta conta determinamos a taxa de IOF sobre todas as operações de derivativos, a examplo da taxação da mistura de etanol a gasolina, que no pais ja variou de 18 a 42%.

A relação robô/empregado na fabrica da Apple é 0,01 e vai subir para 100 em menos de cinco anos. Mão de obra deixou de ser barata na ultima fronteira, depois de passar por todos os tigres asiaticos, a China, dai a Apple vir para jundiaí criar poucos empregos humanos em muitos rototizados no médio prazo. Juntar o conceito Apple com e-ecommerce e ERP automatizados - ja começou - esta criando um legião de desocupados no centro da cebola. Os ex-trabalhadores do conhecimento. Mais conhecidos como apertadores de botão.

De acordo com o Bank for International Settlements [BIS], o global Over the Counter [OTC] mercado de derivativos cresceu quase 65% de 414.8 trilhões dólares em dezembro de 2006 para 683,7 trilhões de dólares em junho de 2008.

Mesmo que tenham retraido o pib global, o mercado de derivativos continuou crescendo, logo, trilhões só fazem sentido se estiverem no nosso bolso.


É para isso que foi criado a Frente Parlamentar da Abepex.

Equanto isso, a previdencia privada tenta jogar a publica para escanteio, quando deveria ser complementar a publica, ja que os ativos de fundos de pensão nos EUA, Australia, Holanda, Suiça, Reino Unido superam seus respectivos PIB´s em 104, 103, 134, 126 e 104%, um tendencia crescente em outros paises, fato decisivo para ampliação do mercado expeculativo de derivativos sem cumprir seu papel social - remunerar os dividendos de aposentadoria de pobres, ricos, com ou sem escola, dado a dificuldades que estes paises com excedente de capital - na forma de ativos de fundos de pensão - possuem para remunerar o mesmo, sendo necessário e urgente novos hubs financeiros e produtivos ao redor do planeta, direcionando remuneração taxação do mercado de derivativos para a economia real social, a exemplo da ação 1.0, embora incompleta, do ministro da Fazenda, mas que tem o mérito de indicar o caminho das pedras, ja que o Brasil no governo Dilma, se consolida como a última fronteira agricola e produtivas do planeta, somado à vizinha Africa, ultima fronteira do desenvolvimento sustentavel.


O recente embrólio da divida norte-americana na versão 2.0 e uma 3.0 em vista, sinaliza a limitação de um hub financeiro - Wall Street - que não produz capital para pagar dividas, muito menos remunerar as expectativas de ganhos internos e externos.

pagina 15:

http://www.bookess.com/read/9064-emeg/



http://www.bis.org/statistics/derstats.htm -->

http://www.google.com.br/publicdata/explore?ds=d5bncppjof8f9_&met_y=ny_gdp_mktp_cd&tdim=true&dl=pt-BR&hl=pt-BR&q=pib+global#ctype=l&strail=false&nselm=h&met_y=ny_gdp_mktp_cd&scale_y=lin&ind_y=false&rdim=country&ifdim=country&tdim=true&hl=pt_BR&dl=pt_BR

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

the africa

um amigo meu me contou e vc não precisa acreditar:


ja são cinco os paises com ativos de fundos de pensão > que 100% do pib. o brasil esta em 17% e a iniciativa privada sustenta o placebo da insustentabilidade da previdencia publica com o objeto de manter o controle desta ferramenta (finanças globais) - de controle corporativo e governamental - e brevemente chegará a 40% do pib, num esforço de colocar para escanteio o dot gov.

briga de cachorro grande.

excesso de capital. isso não existia a 50 anos atras. nem nesta configuração. por isso saimos do padrão ouro, do padrão fé (em god nós confiamos - ta lá na nota - mas o mundo não é cristão) e do padrão petróleo (by us), motivo de ignorarem todo esforço ambiental multilateral a exemplo de kioto, sobre o mantra de não serem enquadrados por ninguém.

se os paises (as maiores economias) de origem não conseguem remunerar seus fundos de pensão, ou os de alta renda não sabem lidar com o excesso de capital (islandia) no minimo, o brasil deve alinhar o discurso em torno do esforço de se tornar (ja o é mas a fazenda não quer assumir a responsabilidade) um hub financeiro para alocar investimentos local e globalmente a fim de prover meios de remuneração a este, trasncedendo a visão e limitação (tamanho) da economia, o que tem provocado a briga e falta de sono no ministro da fazenda que age e pensa local e com isso bolar fórmulas de impedir a entrada de capitais, ja que a perspectiva de investimentos produtivos local e além fronteira demanda um olhar e ação colaborativa multidiciplinar (multi-ministerial), mas, como (equivocadamente) a mídia elegeu os economistas e a fazenda como centro nervoso, quando não o é. temos uma inércia a ser vencida. força do hábito.

a montadora da apple vai inverter a relação robo empregado, hoje em 0,01 para 100 em menos de cinco anos. acabou a festa da mão de obra barata no mundo. novo viés. não era compativel com o excesso de capital.

a china piscou e a fabrica da apple iniciou obras no brasil porque uma renda percapita ling ling (US$2k) x brazuca (US$10k), somado a demanda crescente por energia renovável - não necessáriamente limpa - insumos, robos e....mercado consumidor no brasil, é o nome do jogo.

o hub financeiro brazuca esta mirado para a africa (vide 12º econtro internacional de energia) ja que o brasil, juntamente com o continente africano, são as ultimas fronteiras agrícolas e de desenvolvimento sustentável deste século.

bolsa familia global à vista. os R$50 bi da versão local, antes, passa pela bancarização e os multiplos de basel, logo, um doze avos do investimento vaia para as familias 11 doze avos para a criação de infra-estrutura para a atual, e, para a nova demanda consumidora chegar. o pensamento classico, mas, se não temos infra-estrutura, não é por falta de capital. temos um desafio politico. um desafio sistêmico.

o proer e bolsa familia começaram por aqui. o primeiro já foi replicado nos us by inside job. (primeiro jogaram a culpa na periferia interna - sub-prime. não colou. agora tentam transferir para a periferia fora da caixa usando super-bond.)

a periferia ja existia e jogava golf antes do primeiro imigrante de olhos azuis chegar nos us, por isso o bolsa familia global começa pela africa.